19 de junho de 2012

Um Hino Aos Momentos Felizes (Parte 1).



        O meu livro                                  Estimados  Leitores.


Depois de quase dois meses de ausência por motivos alheios à minha vontade, estou de volta. 
Antes de recomeçar com uma nova história, gostaria de partilhar convosco um momento marcante da minha vida.
Não! Não me saiu o Euromilhões! Mas também não seria esse "golpe de sorte" que me traria a Grande Felicidade e resolveria todos os problemas.
Escrevi um pequeno texto para vos transmitir que há acontecimentos que fazem esquecer, ainda que por instantes, as amarguras da vida:

         "A Felicidade é feita de pequenos nadas." (Sérgio Godinho).

Sei que o mundo não parou.
Sei que as crianças continuam a morrer de fome, outras vítimas de violência física e psicológica, outras desaparecidas, quem sabe, a sofrerem horrores e muitas outras decepadas pelas minas, restos de uma guerra de que os homens não devem orgulhar-se. 

Sei que muitas pessoas idosas são maltratadas e abandonadas, outras vivem "rodeadas" pela solidão, muitas delas acabando por falecer sozinhas, sem um mínimo de dignidade a que todo o ser humano devia ter direito. 

Sei que os homens continuam a matar-se, que os poderosos fogem à justiça e que a criminalidade continua a lavrar sem que os governantes criem "barreiras" para fazê-los parar. 

E sei também que as pessoas de bom coração que vivem apenas para ajudar o próximo se sentem "deslocadas" num mundo que não é o seu, onde impera a lei dos mais fortes e dos mais poderosos. 

Sei tudo isso e muito mais. 

Mas também sei que, quando o meu livro me chegou às mãos, acabado de chegar da Editora, esqueci, por momentos que, apesar do mundo conturbado em que vivemos, podem existir momentos de verdadeira felicidade. Aquela felicidade que, por mais que procuremos, não encontramos palavras para descrevê-la.

Peguei, religiosamente, num exemplar, acariciei a sua capa e contra-capa, abri-o, follheei-o de mansinho, e olhei, com respeito, aquelas palavras escritas pela minha mão, passadas da tela para o papel e julguei-me, por instantes, no meio de um sonho lindo. Mas não. Não era um sonho. Era a realidade. Emocionada e, sem poder conter-me, deixei cair uma lágrima. 

Sei que já passaram alguns meses. No entanto, aqueles momentos de felicidade, apesar de efémeros, ficarão, para sempre, guardados num cantinho do meu coração, como se se tratasse dum verdadeiro tesouro. 

Fechei-o, olhei-o, novamente, de todos os ângulos e achei que nunca vira nas minhas mãos um livro "tão bonito". Bonito? Sim. Mas não no sentido literal do termo. Depois, "abracei-o" bem juntinho ao coração, esqueci o mundo lá fora e, concentrei-me apenas, na felicidade que me dominava. Mas não me senti egoísta. Senti-me sim; recompensada pelo meu trabalho de quase três anos e de muitas noites mal dormidas. 

Estendida na cama, luz desligada, a minha mente vagueava longe, muito longe, à procura de respostas para os meus cenários e personagens que, de vez em quando, "disputavam" entre si os lugares de destaque, tal como na vida real... 
                                                        Continua...
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